O DEUS DE NOSSOS PAIS OU O DEUS DA GLÓRIA

Quem vive as histórias que contamos? No Antigo Testamento, o povo de Israel falava muitas vezes: “O Deus de nossos pais fez isso e aquilo…”. Mas será que eles mesmos conheciam a Deus? Viram alguma vez a Sua glória?

Eles também eram chamados de filhos de Abraão. Repare que quando Deus chamou Abraão, a primeira coisa que exigiu foi que ele deixasse seus pais. Mas Abraão não quis fazer isso desde logo; pelo contrário, levou-os consigo no início da jornada.

Ele ainda vivia a experiência de seus pais com Deus, pois não tinha uma história própria de comunhão com o Senhor. Como era exatamente isso o que Deus queria lhe dar, Ele tirou seus pais de cena e o ensinou a viver somente pela fé, e não pelo que via ou ouvia da parte de outros. Abraão teve uma história particular com Deus, a cada dia e por muitos anos, a ponto de Deus chamá-lo de “Meu amigo”. Nesse ponto, e daí pra frente, Deus mesmo Se intitulou “o Deus de Abraão”.

Quando nos chama, Deus deseja ter uma história particular conosco. Ele quer ser o nosso Deus, e não somente o “Deus de nossos pais”. Isso implica pagar um preço, deixar a “parentela”, a fim de ter experiência pessoal com o Senhor e ser testado por Ele. Nesse processo, passamos por várias experiências, boas e ruins. Isso também exige dos pais uma nova postura, não apegada ao passado tradicional. Mas o resultado é maravilhoso: por não termos chance de retroceder diante das dificuldades, crescemos pouco a pouco e passamos a conhecer, face a face, o Deus da glória! Assim, Ele se torna o nosso Deus! Os pais devem se lembrar de que na igreja os filhos não são sua propriedade, pois pertencem ao Senhor! Os filhos também devem se lembrar de que a história dos pais não se confunde com sua própria experiência. Não nos enganemos.

Evidentemente, o trajeto da vida cristã dos pais pode ajudar e encorajar os filhos, mas tais experiências não podem substituir a dos filhos, pois a salvação (e seu desenvolvimento) é entre cada pessoa e o próprio Senhor.

Mesmo uma criança ainda nova tem capacidade para conhecer diretamente a Deus, se lhe for dada essa oportunidade. Nossos filhos precisam ver a glória do Senhor. Porém, às vezes, a maneira como os criamos faz deles cristãos tradicionais que se contentam em seguir, apenas, o Deus de seus pais. Vejamos o exemplo de Pedro: ele estava apegado às antigas tradições; por esse motivo, não conseguia esquecer o que lhe foi ensinado e precisou que o Senhor lhe mostrasse que isso era a sua vida da alma. O mesmo pode ocorrer com nossos filhos. Eles frequentam as reuniões da igreja, mas sem ter tido uma experiência genuína com o Senhor. Oram e leem a Bíblia, mas nunca se encontraram pessoalmente com Ele. Falam palavras espirituais, mas no dia a dia seu viver ainda é como o de incrédulos. O risco é que, com o passar do tempo, as práticas da igreja se tornem uma religião que os impede de ver o Senhor verdadeiramente.

Sendo pais ou filhos, temos a incumbência de deixar as tradições e seguir o Senhor sem qualquer impedimento! Se ainda não temos visto o Deus da glória, devemos rogar a Ele que apareça dessa forma para nós. Que cada pai, mãe, filho e filha atenda ao chamamento do Senhor, para segui-Lo pessoalmente, a ponto de se tornar amigo e amiga de Deus. Assim poderá alegrar coração do Senhor, andando na verdade e fazendo Sua vontade!

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